terça-feira, 25 de maio de 2010

Dino Zoff


Zoff entrou para a história como o jogador de futebol mais velho a ser campeão de uma Copa do Mundo FIFA, feito acontecido em 1982, em que Zoff tinha quarenta anos e, era o capitão da seleção italiana. Ainda nessa copa, Zoff se tornou o segundo goleiro a levantar a taça de campeão mundial, o primeiro foi outro goleiro italiano, Giampietro Combi, na Copa do Mundo de 1934.
Goleiro de grande técnica e habilidade, Zoff é considerado um dos melhores de sua posição. Disputou 112 partidas com a seleção italiana (59 partidas como capitão), sendo o terceiro jogador que mais atuou pela Azzurra, atrás apenas de Paolo Maldini e Fabio Cannavaro.

A carreira de Zoff começou em 24 de setembro de 1961, quando tinha apenas dezenove anos, estreando na Serie A pela Udinese, em um jogo contra a Fiorentina. Duas temporadas depois, em 1963, transferiu-se para a equipe do Mantova, na qual ficou por quatro temporadas, até 1967, quando foi contratado pelo Napoli e estreou na seleção italiana.
Em 196, esteve entre os jogadores da seleção italiana que conquistou a Eurocopa de 1968, disputada na Itália, faturando o seu primeiro título como jogador e, durante as quartas-de-final, Zoff fez a sua estréia como goleiro da seleção, na partida contra a Bulgária.
Zoff estreou em Copas do Mundo em 1970, no México como reserva do goleiro titular naquela copa, Enrico Albertosi, e com a qual revezou várias vezes o posto de goleiro titular da seleção, até o ano de 1972, quando Albertosi decidiu parar de jogar pela seleção, fazendo com que o posto de goleiro titular passasse definitivamente a Zoff, na qual ficou por onze anos. No mesmo ano, Zoff foi contratado pela Juventus. Foi a partir desse ano que Zoff se consagrou, conquistando praticamente todos os títulos de sua carreira.

Em seu primeiro ano na Juventus, Zoff ficou sem tomar gols por 903 minutos (entre 3 de dezembro de 1972 e 18 de fevereiro de 1973). Em 1974, Zoff estrearia como titular em uma Copa do Mundo, mas a Itália cumpriria fraca campanha sendo eliminada na primeira fase.
Depois da boa campanha da seleção italiana (quarto lugar) na Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina, Zoff voltaria a defender o gol italiano na Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Depois de um difícil começo na primeira fase daquele mundial, onde obteve três empates seguidos, a Azzurra realizou uma reação, passando seguidamente por cima dos maiores favoritos ao título. Com perfeitas atuações, Zoff, como capitão da equipe, levantou a taça no jogo final contra a Alemanha Ocidental.
Zoff encerrou sua carreira como jogador em 2 de junho de 1983, pela Juventus, passando a ocupar no mesmo ano a vaga de treinador de goleiros e em 1988 iniciou a sua carreira como treinador na mesma equipe, conquistando a Copa da UEFA e a Copa da Itália em 1990, além de uma terceira colocação no campeonato nacional. O capitão do tri italiano acabou eleito o melhor jogador do país nos cinquenta anos da UEFA,

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Athirson


Revelado nas divisões de base do Flamengo, Athirson começou a atuar, profissionalmente, no ano de 1994/1995.
Muito habilidoso, cativou a torcida rubro-negra logo de cara, consolidando-se na lateral-esquerda do time, deixando Gilberto no banco de reservas.
No início de 1998, foi emprestado ao Santos, porém, um ano mais depois, tornou a vestir a camisa do Flamengo.
Em 2001, foi negociado com a Juventus, da Itália, porém, um ano mais tarde, retornou ao Flamengo, emprestado.
Mais experiente, por volta dessa época, passou a treinar cobranças de faltas e, desta maneira, passou a marcar muitos gols para o Flamengo.
Revivendo uma boa fase, em sua carreira, Athirson ganhou a Bola de Prata, da Revista Placar, por seu desempenho no Campeonato Brasileiro de 2002.
Depois, entre 2003 e 2004, teve uma segunda estadia na Juventus, além de uma passagem meteórica pelo CSKA Moscou.
Em 2004, Athirson vestiu a camisa do Flamengo, pela quarta vez em sua carreira. Contudo, naquele momento, já era, notoriamente, um jogador em decadência. Sem conseguir mais se livrar da marcação dos zagueiros adversários, Athirson havia perdido, completamente, aquilo que fora sua maior virtude no passado, o seu poder ofensivo.
Ironicamente, enquanto Athirson tentava reencontrar seu futebol no Brasil, jogando no Flamengo e depois no Cruzeiro, Gilberto, seu antigo reserva no início da carreira, estava na Seleção Brasileira, chegando inclusive a ter sido convocado para a Copa do Mundo de 2006.
Em 2005, Athirson foi negociado com o Bayer Leverkusen, da Alemanha. Ficou dois anos por lá, mas não conseguiu se destacar, o que acabou resultando em um longo período de inatividade.
Então, nesta condição, foi repatriado pelo Botafogo, em meados de 2007, a despeito da desconfiança geral. Visivelmente fora de forma, teve pouquissimas oportunidades de atuar e, assim sendo, rescindiu seu contrato após três meses.
No início de 2008, acertou com o Brasiliense, para a disputa da Série B, porém, no meio da competição, optou transferir-se para a Portuguesa, onde reencontrou o seu futebol realizando boas partidas que acabaram lhe rendendo elogios de antigos críticos. Foi o capitão da equipe e um dos destaques do time.
Após a boa campanha da Portuguesa no Paulistão 2009, Athirson decidiu por não renovar o contrato com a Portuguesa, visto que já possuia proposta do Cruzeiro, e segundo ele lá iria ter mais visibilidade nacional, disputando a Libertadores 2009, e poderia ser convocado para a Seleção sonho antigo de Athirson.
Ao término do Brasileiro, o jogador, vice-campeão da Libertadores pelo Cruzeiro, retornou à Portuguesa.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Rai


O meio-campista, é irmão do também ex-jogador Sócrates. Iniciou sua carreira no Botafogo Futebol Clube, clube de sua cidade natal, aos 15 anos. Passou pela Ponte Preta por empréstimo durante o Campeonato Brasileiro de 1986 e no ano seguinte voltou durante o Campeonato Paulista, ao Botafogo. Foi convocado para a Seleção Brasileira e disputou a Copa América daquele ano. Chegou a ser cobiçado pelo Corinthians, mas foi contratado pelo São Paulo Futebol Clube ainda em 1987, para o Campeonato Brasileiro.


São Paulo
Sua estreia foi apenas na última rodada do primeiro turno, em 18 de outubro, na derrota por 1x0 para o Grêmio. Por causa de uma contusão na coxa direita que o deixou três meses fora dos gramados. O seu primeiro gol pelo clube viria no terceiro jogo, na vitória por 2 a 0 sobre o Goiás.

Em 1991, Raí liderou o time comandado por Telê Santana. Antes da chegada de Telê, em outubro de 1990, Raí tinha marcado apenas 26 gols em mais de três anos; só em 1991, marcou 28 gols e foi artilheiro do Campeonato Paulista com 20 gols.
Em 1991 ajudou o São Paulo a conquistar seu terceiro título em cima do Bragantino de Carlos Alberto Parreira. Nessa campanha, Raí foi o artilheiro do time, com sete gols, o que repetiria no Brasileirão seguinte, na Libertadores de 1993 e nos Campeonatos Paulistas de 1991, 1992 e 1993.
Campeão Brasileiro, o São Paulo de Raí, Telê e Zetti conquistou a Libertadores de 1992 contra o Newell's Old Boys, da Argentina. Raí marcou o gol que levou a final à decisão nos pênaltis, e, como capitão do time, coube a ele levantar o troféu.

Na disputa do Mundial Interclubes de 1992, no Japão, Raí marcou dois gols — sendo o primeiro com a barriga e o segundo em uma cobrança de falta— e o São Paulo venceu o jogo contra o Barcelona e conquistou o título.
Na volta ao Brasil, o São Paulo ainda venceu a final do Paulistão, batendo o Palmeiras por 2 a 1. Nesse campeonato, Raí chegou a marcar cinco gols em um mesmo jogo, na vitória por 6 a 0 sobre o Noroeste, de Bauru, em 15 de outubro.

No começo de 1993, foi vendido ao Paris Saint-Germain, da França, por 4,6 milhões de dólares, mas ficou no Brasil até o meio do ano e conquistou ainda a Libertadores de 1993, marcando um gol de peito no primeiro jogo da final e novamente levantando o troféu. No Paulista, o time ficou em terceiro lugar, e a despedida do meia foi em uma vitória por 6 a 1 sobre o Santos, em 3 de junho.


Paris Saint-Germain
Na França, demoraria um pouco para engrenar. Na sua primeira temporada, quando o PSG ganhou o Campeonato Francês de 1993-94, foi substituído na maioria de seus jogos e chegou até a frequentar o banco de reservas. No entanto, seria um dos principais jogadores do time na conquista dos títulos do Campeonato Francês de 1995-96, da Copa da França de 1994-95 e de 1997-98 e da Recopa Europeia de 1996.


Retorno ao São Paulo
Raí ainda voltou ao São Paulo em 1998, e sua reestreia foi contra o Corinthians, já na final do Campeonato Paulista daquele ano: ele fez um gol de cabeça e foi campeão no mesmo dia em que desembarcou no país. Mas em um jogo contra o Cruzeiro, em 9 de agosto, pelo Campeonato Brasileiro, Raí rompeu os ligamentos no tornozelo após uma entrada de Wilson Gottardo e teve de ficar mais de um ano parado.
Enquanto se recuperava, separou-se da esposa Cristina, depois de 15 anos de casamento. Quando voltou, ficou na reserva durante boa parte do Campeonato Brasileiro de 1999, recuperando-se gradativamente ao longo da competição.
O último gol de Raí como profissional foi em 27 de junho de 2000, diante do Palmeiras, no Palestra Itália. Sua última partida antes de se retirar dos gramados foi pouco menos de um mês depois, no dia 22 de julho, em uma derrota por 3 a 1 para o Sport em João Pessoa, pela Copa dos Campeões. Ele é considerado um dos jogadores mais importantes da história do clube.


Seleção brasileira
Na Seleção Brasileira, entretanto, não teve tanto destaque como no São Paulo. Jogou 51 partidas pelo Brasil, marcando 16 gols, incluindo um de pênalti no jogo contra a Rússia pela primeira fase da Copa do Mundo de 1994, campeonato em que jogou com a camisa 10. Nessa Copa, foi titular nos três primeiros jogos do time, quando também era seu capitão. Além disso, entrou no segundo tempo contra Holanda, nas quartas-de-final, e Suécia, nas semifinais.


Pós-aposentadoria
Raí chegou a ocupar um cargo na diretoria do Tricolor, mas não ficou muito tempo.
Atualmente, dirige uma entidade filantrópica de ajuda às crianças chamada Fundação Gol de Letra, ao lado de seu ex-colega de São Paulo e PSG, Leonardo. Em 2006, junto com outros atletas, criou a organização Atletas pela Cidadania, que se dedica a defender causas sociais.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Alfredo di Stéfano


Di Stéfano foi um jogador brilhante, um dos melhores de todos os tempos. É o presidente honorário do Real Madrid, clube cuja história de sucesso confunde-se com a dele: foi com ele em campo que o Real tornou-se o maior vencedor da cidade de Madrid, da Espanha e da Europa. Foi responsável também por alimentar a rivalidade com o Barcelona, até então inexpressiva.
Não são poucos, especialmente argentinos e espanhóis, que o consideram o melhor jogador do século XX, à frente de Pelé e Diego Maradona. Pelo próprio Maradona, curiosamente ex-jogador dos rivais Boca Juniors e Barcelona, já foi considerado o melhor. Opiniões semelhantes têm aqueles que foram seus adversários contumazes: Joaquín Peiró, que jogava pelo Atlético de Madrid, afirmou: "Para mim, o número 1 é Di Stéfano. Aqueles que o viram, viram. Aqueles que não o viram, perderam". Helenio Herrera, técnico do Barcelona, declarou que "se Pelé foi o violinista principal, Di Stéfano foi a orquestra inteira".
Gianni Rivera e Bobby Charlton, que no início de suas carreiras enfrentaram (e perderam) por seus respectivos clubes (Milan e Manchester United) para La Saeta Rubia e o Real Madrid na Copa dos Campeões da UEFA, nos anos 50, disseram respectivamente que "ele nos enlouqueceu" e "foi o jogador mais inteligente que vi jogar e transpirava esforço e coragem. Foi um líder inspirador e um exemplo perfeito para os outros jogadores".
Desnecessário afirmar a opinião de madridistas exaltados: "Ele fez a Espanha torcer pelo Real Madrid. E também foi ele que levou o nome do clube além das fronteiras", disse o presidente Ramón Calderón. O editor de esportes do As, jornal favorável ao clube, falou que "Para as crianças dos anos 50, Di Stéfano era, acima de tudo, o som da vitória que se ouvia nas rádios, seu nome ecoava como uma batida do coração associada sempre a uma sensação de vitória, transportando-nos ao Parc des Princes, San Siro ou Hampden Park. Para Emilio Butragueño, ex-jogador e atualmente membro da diretoria, "a história do Real Madrid começa de fato com a vinda de Di Stéfano".
Stéfano, contudo, prefere desvencilhar-se da polêmica; ele diz que, para ele, o melhor jogador foi Adolfo Pedernera, astro do River Plate nos anos 40.

domingo, 4 de abril de 2010

Branco


O gaúcho, descedente de libaneses, Branco começou a jogar futebol nas categorias de base do G.E. Bagé e não sendo aproveitado transferiu-se para o Guarany de Bagé. Contudo, foi somente em 1982, vestindo a camisa do Fluminense, que o jovem lateral pôde dar início a sua carreira profissional.
Jogando ao lado de Paulo Vítor, Ricardo Gomes, Romerito, Washington, Tato e Assis, Branco sagrou-se tricampeão carioca entre 1983 e 1985, além de ter levantado o troféu do Campeonato Brasileiro de 1984.
Em 1986, deixou o Fluminense e foi jogar no rico futebol europeu. Teve duas boas passagens pela Itália, onde chegou a defender o Brescia, e depois o Genoa. Contudo, foi somente no futebol português, quando jogou pelo Porto, onde Branco conseguiu somar mais títulos ao seu currículo, com as conquistas do Campeonato Português e da Supercopa de Portugal, ambas na temporada 1989/90.
Branco é o terceiro lateral-esquerdo na história com maior número de partidas disputadas pela Seleção Brasileira, ficando atrás somente de Júnior e Nilton Santos. Participou de três Copas do Mundo e, em todas elas vivenciou momentos inesquecíveis. Na Copa de 86, no México, a presença de Branco na Seleção de Telê foi muito contestada pela imprensa. Quatro anos mais tarde, na Itália, durante uma partida contra a Argentina, Branco bebeu uma água oferecida pelos argentinos e começou a se sentir mal. Anos mais tarde, Maradona e o ex-técnico da Argentina, Carlos Bilardo, admitiram que a água estava contaminada com tranquilizantes. Finalmente, na Copa de 94, aquela em que o Brasil conquistou seu tetracampeonato mundial, Branco foi o autor do sensacional gol de falta, que garantiu a vitória do Brasil por três a dois contra a Holanda e levou o Brasil às semifinais.
Retornou ao Brasil depois de sete anos na Europa e, em 1994, voltou a atuar pelo Fluminense e, após a Copa do Mundo, teve excelente passagem pelo Corinthians, quando chegou até a final do Campeonato Brasileiro, vencida pelo rival Palmeiras. Branco ainda jogou pelo Flamengo, Grêmio e Internacional, antes de transferir-se, mais uma vez, para o futebol internacional. No entanto, ao contrário de sua experiência prévia, Branco teve de conviver com problemas de sobrepeso e, assim sendo, não obteve um bom rendimento pelos clubes que passou.
Em 1997, retornou ao Brasil jogando pelo Mogi Mirim, mas na temporada seguinte mudou-se para o Fluminense, onde encerrou sua carreira.


Pós-carreira
Aposentado, Branco assumiu o cargo de coordenador das divisões de base da CBF, contudo, em 2006, deixou esta posição para se tornar o coordenador técnico do Fluminense, tendo conquistado já em 2007, nesta nova função, o título de campeão da Copa do Brasil de 2007 e em 2008, o vice-campeonato da copa Libertadores da América.
Em dezembro de 2009, devido a divergencias com a direção do Fluminense em relação a pendências trabalhistas, Branco deixou o clube das Laranjeiras.

sábado, 3 de abril de 2010

Tomás Soares da Silva, mais conhecido como ZIZINHO

É um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Começou nas divisões de base do Byron, de Niterói, e foi revelado e jogou entre 1939 a 1950 no Flamengo sediado no Rio de Janeiro, e com ele o time ganhou o seu primeiro tricampeonato estadual em 1942, 1943 e 1944, além do Campeonato Carioca de 1939. Antes da estréia na Copa do Mundo de 50, Zizinho foi vendido para o Bangu Atlético Clube, clube que defendeu por 6 anos e do qual foi o 5º maior artilheiro, com 120 gols. Na Copa de 50 seu estilo de jogar maravilhou os torcedores e ajudou o Brasil a chegar até a final; e mesmo apesar da derrota surpreendente de 2 a 1 para o Uruguai, foi considerado o melhor jogador daquela copa. Zizinho é considerado por muitos o jogador mais completo depois de Pelé, tendo marcado 145 gols pelo Flamengo e 31 pela a seleção. Em 1957 teve uma passagem pelo São Paulo, onde conquistou seu quinto título estadual, marcando 24 gols. Seu último clube foi o Audax Italiano, do Chile. Zizinho foi considerado por Pelé como o seu ídolo. Tudo porque quando o Rei estava começando a carreira de jogador no Santos Futebol Clube, ele viu Zizinho atuando pelo São Paulo Futebol Clube, em 1957 onde conquistou o Campeonato Paulista daquele ano. Suas atuações impressionaram tanto o futuro Rei do Futebol, que ele sempre o cita como ídolo e inspiração, ao lado de seu pai, Dondinho. Zizinho foi o responsável pelo surgimento de outro craque: Gérson. Zizinho era amigo do pai de Gérson, e quando ele iniciou a carreira de jogador, sempre ouvia atentamente os conselhos do "Mestre Ziza" (apelido carinhoso de Zizinho), no tocante à marcação, visão de jogo, distribuição de passes, e partindo em velocidade com a bola dominada. Em agradecimento, o "Canhotinha de Ouro" sempre que entrevistado, cita carinhosamente Zizinho como seu mentor e incentivador na carreira de jogador. Após encerrar a carreira, Zizinho tornou-se fiscal de rendas do Estado do Rio de Janeiro, função que exerceu até a aposentadoria.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Claudio CANIGGIA, Carrasco de uma geração


É provável que poucos apelidos tenham soado tão pretensiosos quanto o que Claudio Paul Caniggia recebeu. Mas o "Filho do Vento", como era chamado o ex-atacante argentino, fazia jus à fama. Com os longos cabelos loiros ao vento, ele era capaz de correr cem metros em menos de 11 segundos, marca que certamente lhe teria permitido brilhar na elite do atletismo. No entanto, ele preferiu usar a velocidade para driblar as defesas adversárias, sempre com a bola no pé, deixando assim o seu legado no futebol mundial.


Momentos inesquecíveis

Formado nas fortes categorias de base do River Plate daquela época, Caniggia começou a jogar na equipe principal do clube em 1985, com apenas 18 anos. A sua estreia foi tão explosiva e brilhante quanto as suas velozes arrancadas em campo. O "Pássaro", como também era chamado na época, foi uma importante peça de reposição do grupo que, em 1986, acabaria entrando para a história com a conquista do Campeonato Argentino, da Copa Libertadores, da Copa Interamericana e da primeira Copa Intercontinental do clube.


Depois de se afirmar no River Plate, Caniggia se transferiu para o futebol europeu em 1988 para atuar pelo Verona, mas foi na Atalanta que teve a sua melhor temporada na Itália. No entanto, em nenhum outro clube ele fez tantos gols como no Boca Juniors — onde inclusive jogou ao lado de Diego Maradona —, algo que a torcida do River nunca perdoou. Recentemente, ele foi questionado sobre o lugar que os dois clubes ocupavam no seu coração. "Cada um fica com a metade", respondeu diplomaticamente. "O River é a melhor escola e exige um futebol-arte. Já o Boca é diferente: lá se grita mesmo quando o time está ganhando."
Porém, foram as atuações pela seleção que permitiram a Caniggia entrar para a lista dos jogadores mais notáveis que já vestiram a camisa da Argentina. Ele virou ídolo da torcida na Itália 1990, a sua primeira Copa do Mundo da FIFA, quando, depois de uma sensacional jogada de Maradona, marcou o gol da vitória contra o Brasil, permitindo que a Argentina passasse para as quartas de final. "Foi o momento mais importante da minha carreira, porque estávamos passando sufoco e porque existe uma rivalidade com os brasileiros", disse.
A semifinal contra a seleção anfitriã também marcou a vida de Caniggia, mas de duas maneiras distintas. Por um lado, foi ele quem marcou o gol que permitiu à Argentina empatar o duelo, vencido na decisão por pênaltis. Por outro, acabou recebendo um cartão amarelo por tocar a bola com a mão, o que o deixou de fora da decisão contra a Alemanha. "Foi uma das maiores frustrações da minha carreira, junto com a decepção de não ter ganhado uma Copa do Mundo", admite o ex-atacante.
Um ano depois, em 1991, ele marcou dois gols na conquista da Copa América disputada no Chile, onde formou uma temível dupla de ataque com Gabriel Batistuta, centroavante que realmente sabia aproveitar a velocidade de Caniggia. Punido por doping, ele ficou de fora do grupo que conquistou novamente o título no Equador, em 1993, mas voltou a se juntar a Batistuta para comandar o ataque da seleção na Copa do Mundo da FIFA 1994, à qual a Argentina chegou como forte candidata.
Em solo americano, Caniggia marcou dois gols diante da Nigéria, mas sofreu uma lesão no início da partida contra a Bulgária e deu adeus à competição. Nas oitavas-de-final, teve de sofrer a eliminação para a Romênia de fora dos gramados. "Foi outro golpe duro, tínhamos uma grande equipe", reconheceu há pouco tempo.
Diferenças com o técnico Daniel Passarella o deixaram de fora da França 1998, mas Marcelo Bielsa o levou à Copa do Mundo da FIFA 2002. Na Coreia do Sul e no Japão, ele acabou não jogando nenhum minuto e chegou até a ser expulso do banco de reservas contra a Suécia, no dia da surpreendente eliminação do selecionado alviceleste na primeira fase. Aquele foi o seu último momento com a seleção argentina e o início do fim da carreira de quase 20 anos, que terminaria dois anos mais tarde, após uma passagem pelo futebol do Catar.


Na atualidade

Depois de se aposentar em 2004, Caniggia escolheu a cidade espanhola de Marbella para morar. O motivo? "Ia de sempre de férias para lá e gostei", comentou. "Quando parei de jogar, nos mudamos. É um lugar tranquilo e relaxante para a família." Ele também reconheceu que, depois de um ano afastado, voltou a se aproximar do futebol, como assessor de alguns clubes ingleses. "Além disso, trabalho com alguns garotos, mas não sou agente, nem nada, só os estou ajudando", explicou mais de uma vez.
Entre os seus projetos atuais está a possibilidade de dirigir uma equipe italiana e, em longo prazo, colaborar para o desenvolvimento do futebol de Marbella. "É um lugar interessante, com bastante espaço para crescer", afirmou. "Temos garotos de várias nacionalidades e com muito potencial. É possível fazer coisas interessantes ali." Será que ele encontrará alguém para herdar o seu apelido? Só o tempo dirá.

ZICO o melhor dos Antunes


Em meados dos anos 60, quando os repórteres visitavam o quartel-general dos Coimbra no subúrbio de Quintino Bocaiúva, na Zona Norte do Rio de Janeiro, era normal que se perguntasse aos irmãos Edu, ponta-de-lança do América, e Antunes, atacante do Fluminense, quem era o melhor entre os dois. Pois a resposta era a mesma. Quando a pelada não era em frente à residência, Edu mandava o jornalista dar uma volta pelo bairro em busca do irmão caçula, Arthur. O grande craque do clã estava invariavelmente por ali, na rua, com a bola no pé, desafiando vizinhos mais velhos.
Edu fez história pelo América, tradicional clube carioca, e chegou a defender a Seleção. Antunes ganhou destaque nos tempos de Flu. Já seria algo memorável para qualquer família brasileira. Neste caso, contudo, ainda haveria muitas glórias pela frente, como o próprio ponta gostava de destacar: “O melhor ainda está por vir”. Era só questão de tempo para Arthur virar o Zico que encantaria a torcida do Flamengo e o mundo do futebol por décadas.
“Quando você tem na sua família dois jogadores que passam por tudo aquilo que vai enfrentar no futuro, ajuda. Pude acompanhar as carreiras bem de perto, ia ver todos os treinos e jogos. Sempre que precisava, eu recorria a eles”, conta Zico em entrevista ao FIFA.com. “Mas, à parte disso, eu adorava jogar futebol.”
Flamenguismo biológicoZico adorava jogar bola e também torcer pelo Flamengo, algo que era exigência de berço em sua casa. Ele era o mais novo de seis irmãos, cinco deles homens, respondendo ao imigrante português de Tondela José Antunes Coimbra, que foi sócio-fundador do clube da Gávea e flertou com uma carreira de goleiro profissional. “Cada um que nascia ganhava o uniforme da Seleção Brasileira e o do Flamengo. Eu era o último da escadinha, e só havia sobrado a camisa oito”, relata Zico, que mais tarde eternizaria a dez rubro-negra. “Havia bandeira em casa, nosso cachorro se chamava Mengo, o passarinho era o Cardeal, por ser vermelho e preto; essas coisas.”
Os irmãos atestavam a habilidade de Zico. E começaram a fazer lobby por sua carreira. O garoto de 14 anos chegou a disputar um jogo pelo América, mas, antes de embarcar de vez no clube, recebeu a tão esperada chance pelo Fla. “Estava para fazer um teste, aí aconteceu a possibilidade de escolher o Flamengo, e é lógico que eu preferi. Meu irmão Edu já havia se apalavrado, mas entendeu perfeitamente e os dirigentes também. Era uma escolha de coração.”
No Flamengo, Zico teve de esperar por dois anos para disputar o primeiro campeonato, nas divisões de base, com 16 anos, em 1969. “Naquela época era mais difícil para os garotos. Pois você ficava primeiro na escolinha, com companheiros até três anos mais velhos, e a disparidade era muito grande”, lembra. Quando começou a evoluir de categoria, encarou mais dificuldades. “Cheguei com boas perspectivas, mas o fato de ser muito franzino despertava desconfiança.”
Eu tenho a forçaMas o talento desse jogador falou mais alto, e o clube investiu em um tratamento até então inovador de fortalecimento muscular. “Não se tinha notícia de que alguém tivesse feito isso“, afirma o Galinho, que teve a orientação dos médicos José de Paula Chaves e José de Paula Chaves Filho e do preparador físico José Roberto Francalacci. “Era a antecipação de um biótipo que eu poderia ter, mas talvez com mais idade.”
Com o corpo em forma e o acolhimento do clube, Zico, que havia estreado no time principal em 1971, dando uma assistência em vitória sobre o Vasco pelo Campeonato Carioca, estava pronto para decolar. E decolou: “Acho que eu jogaria bola de qualquer jeito, afinal o físico não é tudo. Não adianta nada ser forte e não saber fazer nada. Mas dá para dizer que ganhei segurança”. Sob sua liderança, com cobranças de falta perfeitas, finalizações precisas em velocidade, muita técnica e visão de jogo, o Flamengo conquistou seis campeonatos estaduais (e uma edição extra em 1979), três Campeonatos Brasileiros, a Copa União de 1987 e a Taça Libertadores da América e a Copa Intercontinental em 1981.
“O bom foi que a gente conseguiu montar um grande grupo, de muitos talentos, juntando duas ou três gerações diferentes”, afirma. “Todo mundo se conhecia, sabia o que era o clube, a grande maioria era flamenguista, o que é importante, e todos tinham grande potencial. Tivemos o privilégio de conseguir, num período curto, mais títulos do que o Flamengo tinha em sua história. Como torcedor, ter participado disso foi muito legal. Até ali eu tinha comemorado poucos títulos. Na verdade, queria mesmo é ter sido torcedor na minha época de jogador”, brinca.
Rio de Janeiro, Udine, SarriàFoi formada uma legítima dinastia, que só teve uma breve pausa nas temporadas 1983-1984 e 1984-1985, quando o meia defendeu a Udinese, ajudando a transformar um clube modesto em uma potência repentina. Em seu primeiro ano no Calcio, o brasileiro levou a equipe à disputa do título nacional e à briga por uma vaga na Copa dos Campeões da UEFA, mas uma lesão na reta final atrapalhou a campanha. Zico ficou fora de campo por cinco rodadas, e a Udinese acabou caindo da terceira para a nona posição. “Muitos craques do mundo todo estavam lá. Os olhos do futebol mundial estavam voltados para a Itália nessa época. Foi um ano muito bom, de confirmação para mim, cumprindo as expectativas em outro país.”
Pela Seleção Brasileira, Zico disputou três Copas do Mundo da FIFA – Argentina 1978, Espanha 1982 e México 1986 – e seu melhor resultado foi o terceiro lugar em sua primeira participação. Essa, porém, não é a campanha que ficou marcada no imaginário do futebol canarinho. Quatro anos mais tarde, uma fantástica equipe encheria o país de esperança e conquistaria a todos ao demolir seus adversários com um futebol vistoso e único. Até esbarrar em uma inspirada Itália, e principalmente num inspirado Paolo Rossi, no Estádio Sarrià, com uma derrota impactante por 3 a 2.
“O legado é sempre importante deixar”, afirma o camisa 10 e maestro da Seleção de Telê Santana, derrotada na segunda fase. “Mas o importante, para um profissional, é o título. Fico satisfeito de ter participado de uma equipe dessas. Somos lembrados em todos os lugares. Mas ficaria feliz mesmo era com a conquista.”
Histórico até o fimEm 1986, Zico viveria mais um momento duro com a Seleção, ao cair nas quartas-de-final diante da França, na disputa por pênaltis. O Galinho estava longe de seu melhor preparo físico, recém-recuperado de uma gravíssima lesão no joelho, e acabou desperdiçando um pênalti decisivo durante o jogo, numa tarde estranha para os craques – na disputa final, Michel Platini e Sócrates também erraram suas cobranças.
Já veterano, prorrogou sua carreira no Flamengo até 1990. Depois ainda encontrou determinação para ajudar na transição do esporte para o profissionalismo e na expansão de sua popularidade no Japão, onde jogou entre 1991 e 1994 e foi exemplo dentro e fora de campo. Ele ajudou a construir a sólida estrutura que faz do Kashima Antlers uma referência nacional. É venerado no país.
São muitos os feitos. Diante de tantas taças erguidas e grandes memórias, porém, talvez para Zico não exista diferença entre o genial craque rubro-negro e aquele garoto que se esbaldava em Quintino. É o que se percebe quando ele confessa ao FIFA.com que gostaria de ser lembrado apenas como “um cara que ama o que praticou”. “Sempre com muita seriedade e tentando me aprimorar. Um cara que sempre jogou limpo e se dedicou de corpo e alma ao futebol."


Fonte: fifa.com

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Arthur Friedenreich Primeiro craque do futebol brasileiro


Nascido em 18/07/1892 filho de um imigrante alemão com uma lavadeira negra filha de ex-escravos este mulato alto, esguio, cabelos crespos e olhos verdes foi primeiro grande craque do futebol brasileiro, atacante de dribles curtos e rápidos, ágeis deslocações, criativo, habilidoso e de um forte chute preciso com ambos os pés além de fazer arte dos primórdios da história de nosso futebol é o grande detentor de recordes e marcas únicas, campeão sulamericano ( atual Copa América) em 1919 e 1922 pela seleção brasileira (os dois primeiros títulos do Brasil) foi dele o gol da vitória por 1x0 contra o Uruguai em 1919, sua técnica aliada à sua raça rendeu-lhe o apelido de "El Tigre" entre nossos adversários argentinos e uruguaios, é dono da mais longa carreira dentro do futebol pois por 26 anos atuou por diversas equipes até encerrar a carreira aos 43 anos em 1935, foi nove vezes artilheiro do campeonato paulista marca que só foi quebrada quase três décadas depois por Pelé e embora hajam controvérsias é o maior artilheiro da história do esporte com a marca de 1329 gols oficializada pela FIFA e registrado no "Guinnes, O livro dos recordes" com base em dados apresentados pelo autor Mário Viana, as controvérsias ocorrem já no fato de que nem todos os gols podem ser comprovados por registros escritos, Mário Viana baseou-se em um caderno de anotações que disse ter visto em que constavam todos os gols e jogos de "fried" inclusive nos muitos amistosos e jogos de exibição que disputou para ganhar dinheiro em equipes como Grêmio, Santos, Atlético Mineiro e Flamengo contudo este caderno foi atirado no lixo e desapareceu, outro motivo da controvérsia está em que os dados do tal caderno determinavam 1239 gols e assim houve uma inversão nos dois dígitos internos que elevou em 90 gols a marca, muitos julgam que a controvérsia encerrou-se quando o jornalista e pesquisador Alexandre da Costa encontrou o registro de 592 jogos de Friedenreich onde ele marcou 556 gols o que seria outro recorde o de 0,99 gols por partida, contudo outros estudiosos contestam esta marca pelo fato de que Alexandre ignorou as partidas em que Friedenreich atuou mas que não haviam registro do resultado do jogou ou independente de haver ou não o resultado de quem marcou os gols da partida, nesse caso apenas Sérgio Junqueira de Mello pesquisador das primeiras equipes do futebol paulista encontra nove partidas de Paulistano, Ypiranga e até de um Combinado Brasileiro onde Friedenreich atuou e mesmo naquelas em que se encontra o resultado final da peleja não se encontra quem marcou os gols., há ainda os que contestam o número de partidas encontradas uma vez que até meados da década de 20 eram raros os registros de jogos de futebol nos jornais e como no início o futebol em muito se assemelhava aos atuais jogos varzeanos era muito comum um jogador ou mesmo uma equipe efetuar duas ou até três partidas no mesmo dia, ainda sim independente de tantas controvérsias nada desmerece este artista da bola que pela seleção brasileira fez 22 partidas e marcou dez gols, venceu sete vezes o campeonato paulista, três vezes o campeonato brasileiro de seleções estaduais e claro os dois títulos pela seleção brasileira, fundou o São Paulo da Floresta que deu origem ao atual São Paulo Futebol Clube e que quando faleceu em 06/09/1969 não saiu da vida pra entrar pra história e sim pra se tornar uma lenda.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Clubes Brasileiros no topo do Mundo

Flamengo 1981

Liverpool 0 x 3 Flamengo

terça-feira, 30 de março de 2010

Clubes Brasileiros no topo do Mundo

Santos 1962 e 1963

1962-Benfica 2 x 5 Santos

segunda-feira, 29 de março de 2010

Operário MS um clube que entrou pra historia do Futebol Brasileiro

Tricampeão mato-grossense (1976/1977/1978), o clube seguiu com sua hegemonia estadual quando Mato Grosso do Sul foi criado. No Campeonato Brasileiro de 1977, dirigido por Castilho, realizou uma das melhores campanhas de um clube do centro-oeste na história do Campeonato Brasileiro: terceiro lugar na classificação final. Com o goleiro Manga, o time despachou no caminho equipes como o Fluminense. Nas semifinais, enfrentou o São Paulo. O jogo de ida aconteceu em São Paulo, onde foi derrotado pelo tricolor paulista, quando 103.092 pessoas lotaram o Morumbi, batendo o recorde de público em jogos do São Paulo em campeonatos brasileiros, que persiste até hoje. Segurou o 0 x 0 até os 32 minutos do segundo tempo, quando Serginho Chulapa abriu o placar.
Depois, nos minutos finais, tomou mais dois gols. Chegou a vencer o São Paulo no jogo de volta, em Campo Grande, por 1 x 0, mas foi eliminado da competição no saldo de gols. O gol foi marcado por Tadeu Santos. Em 1979 e em 1981, foi, respectivamente, o quinto e sétimo colocado no Brasileirão. Em 1981, sagrou-se tricampeão sul-mato-grossense. O primeiro título internacional veio em 1982, quando o Operário venceu o Bayern de Munique na President Cup, disputada na Coreia do Sul. É o título mais importante da história Operario.

A partir de 1987, com a criação do Clube dos 13, equipes de porte médio, como o Operário, ficaram de fora da elite do futebol nacional. Começou aí a decadência do Galo e o esvaziamento do Morenão. Por ser uma equipe de massa, o Operário sofreu mais diretamente com esta mudança. Com trocas sucessivas de diretorias, o clube chegou ao ponto de ser explorado por antigos dirigentes, que deixavam de cumprir com compromissos básicos do clube e nem mesmo compareciam às audiências trabalhistas, permitindo, assim, que ações fossem julgadas à revelia.
Desde 29 de novembro de 1999, o Operário optou por se tornar clube-empresa, tornando-se Operário Futebol Clube S/A. Mas a má atuação da empresa ocasionou a perda da sede administrativa da Avenida Bandeirantes devido a dívidas. O Operário Futebol Clube volta como antes, encerrando a empresa. O time não disputou a Copa do Brasil 2007 por ter ficado em quinto lugar no Campeonato Sul-Matogrossense em 2006. Em 2008 a esperança volta para a torcida operariana. Com jogadores como Macedo (ex-São Paulo) e Anderson Lima (seleção brasileira), além de ser patrocinado por uma fornecedora de material esportivo de nível nacional, parecia que o time faria uma boa campanha na Série C do Campeonato Brasileiro. Mas o time não passou da primeira fase.
O fundo do poço ainda chegaria em 2009. Sofrendo com uma administração terrível, o time fez uma péssima campanha na primeira fase do campeonato sul-mato-grossense e foi rebaixado para a segunda divisão - um acontecimento inédito em toda a história do clube. Agora, tenta no Tribunal de Justiça Desportiva anular pontos ganhos de outras equipes para permanecer na série A do estadual