
É provável que poucos apelidos tenham soado tão pretensiosos quanto o que Claudio Paul Caniggia recebeu. Mas o "Filho do Vento", como era chamado o ex-atacante argentino, fazia jus à fama. Com os longos cabelos loiros ao vento, ele era capaz de correr cem metros em menos de 11 segundos, marca que certamente lhe teria permitido brilhar na elite do atletismo. No entanto, ele preferiu usar a velocidade para driblar as defesas adversárias, sempre com a bola no pé, deixando assim o seu legado no futebol mundial.
Momentos inesquecíveis
Formado nas fortes categorias de base do River Plate daquela época, Caniggia começou a jogar na equipe principal do clube em 1985, com apenas 18 anos. A sua estreia foi tão explosiva e brilhante quanto as suas velozes arrancadas em campo. O "Pássaro", como também era chamado na época, foi uma importante peça de reposição do grupo que, em 1986, acabaria entrando para a história com a conquista do Campeonato Argentino, da Copa Libertadores, da Copa Interamericana e da primeira Copa Intercontinental do clube.
Depois de se afirmar no River Plate, Caniggia se transferiu para o futebol europeu em 1988 para atuar pelo Verona, mas foi na Atalanta que teve a sua melhor temporada na Itália. No entanto, em nenhum outro clube ele fez tantos gols como no Boca Juniors — onde inclusive jogou ao lado de Diego Maradona —, algo que a torcida do River nunca perdoou. Recentemente, ele foi questionado sobre o lugar que os dois clubes ocupavam no seu coração. "Cada um fica com a metade", respondeu diplomaticamente. "O River é a melhor escola e exige um futebol-arte. Já o Boca é diferente: lá se grita mesmo quando o time está ganhando."
Porém, foram as atuações pela seleção que permitiram a Caniggia entrar para a lista dos jogadores mais notáveis que já vestiram a camisa da Argentina. Ele virou ídolo da torcida na Itália 1990, a sua primeira Copa do Mundo da FIFA, quando, depois de uma sensacional jogada de Maradona, marcou o gol da vitória contra o Brasil, permitindo que a Argentina passasse para as quartas de final. "Foi o momento mais importante da minha carreira, porque estávamos passando sufoco e porque existe uma rivalidade com os brasileiros", disse.
A semifinal contra a seleção anfitriã também marcou a vida de Caniggia, mas de duas maneiras distintas. Por um lado, foi ele quem marcou o gol que permitiu à Argentina empatar o duelo, vencido na decisão por pênaltis. Por outro, acabou recebendo um cartão amarelo por tocar a bola com a mão, o que o deixou de fora da decisão contra a Alemanha. "Foi uma das maiores frustrações da minha carreira, junto com a decepção de não ter ganhado uma Copa do Mundo", admite o ex-atacante.
Um ano depois, em 1991, ele marcou dois gols na conquista da Copa América disputada no Chile, onde formou uma temível dupla de ataque com Gabriel Batistuta, centroavante que realmente sabia aproveitar a velocidade de Caniggia. Punido por doping, ele ficou de fora do grupo que conquistou novamente o título no Equador, em 1993, mas voltou a se juntar a Batistuta para comandar o ataque da seleção na Copa do Mundo da FIFA 1994, à qual a Argentina chegou como forte candidata.
Em solo americano, Caniggia marcou dois gols diante da Nigéria, mas sofreu uma lesão no início da partida contra a Bulgária e deu adeus à competição. Nas oitavas-de-final, teve de sofrer a eliminação para a Romênia de fora dos gramados. "Foi outro golpe duro, tínhamos uma grande equipe", reconheceu há pouco tempo.
Diferenças com o técnico Daniel Passarella o deixaram de fora da França 1998, mas Marcelo Bielsa o levou à Copa do Mundo da FIFA 2002. Na Coreia do Sul e no Japão, ele acabou não jogando nenhum minuto e chegou até a ser expulso do banco de reservas contra a Suécia, no dia da surpreendente eliminação do selecionado alviceleste na primeira fase. Aquele foi o seu último momento com a seleção argentina e o início do fim da carreira de quase 20 anos, que terminaria dois anos mais tarde, após uma passagem pelo futebol do Catar.
Porém, foram as atuações pela seleção que permitiram a Caniggia entrar para a lista dos jogadores mais notáveis que já vestiram a camisa da Argentina. Ele virou ídolo da torcida na Itália 1990, a sua primeira Copa do Mundo da FIFA, quando, depois de uma sensacional jogada de Maradona, marcou o gol da vitória contra o Brasil, permitindo que a Argentina passasse para as quartas de final. "Foi o momento mais importante da minha carreira, porque estávamos passando sufoco e porque existe uma rivalidade com os brasileiros", disse.
A semifinal contra a seleção anfitriã também marcou a vida de Caniggia, mas de duas maneiras distintas. Por um lado, foi ele quem marcou o gol que permitiu à Argentina empatar o duelo, vencido na decisão por pênaltis. Por outro, acabou recebendo um cartão amarelo por tocar a bola com a mão, o que o deixou de fora da decisão contra a Alemanha. "Foi uma das maiores frustrações da minha carreira, junto com a decepção de não ter ganhado uma Copa do Mundo", admite o ex-atacante.
Um ano depois, em 1991, ele marcou dois gols na conquista da Copa América disputada no Chile, onde formou uma temível dupla de ataque com Gabriel Batistuta, centroavante que realmente sabia aproveitar a velocidade de Caniggia. Punido por doping, ele ficou de fora do grupo que conquistou novamente o título no Equador, em 1993, mas voltou a se juntar a Batistuta para comandar o ataque da seleção na Copa do Mundo da FIFA 1994, à qual a Argentina chegou como forte candidata.
Em solo americano, Caniggia marcou dois gols diante da Nigéria, mas sofreu uma lesão no início da partida contra a Bulgária e deu adeus à competição. Nas oitavas-de-final, teve de sofrer a eliminação para a Romênia de fora dos gramados. "Foi outro golpe duro, tínhamos uma grande equipe", reconheceu há pouco tempo.
Diferenças com o técnico Daniel Passarella o deixaram de fora da França 1998, mas Marcelo Bielsa o levou à Copa do Mundo da FIFA 2002. Na Coreia do Sul e no Japão, ele acabou não jogando nenhum minuto e chegou até a ser expulso do banco de reservas contra a Suécia, no dia da surpreendente eliminação do selecionado alviceleste na primeira fase. Aquele foi o seu último momento com a seleção argentina e o início do fim da carreira de quase 20 anos, que terminaria dois anos mais tarde, após uma passagem pelo futebol do Catar.
Na atualidade
Depois de se aposentar em 2004, Caniggia escolheu a cidade espanhola de Marbella para morar. O motivo? "Ia de sempre de férias para lá e gostei", comentou. "Quando parei de jogar, nos mudamos. É um lugar tranquilo e relaxante para a família." Ele também reconheceu que, depois de um ano afastado, voltou a se aproximar do futebol, como assessor de alguns clubes ingleses. "Além disso, trabalho com alguns garotos, mas não sou agente, nem nada, só os estou ajudando", explicou mais de uma vez.
Entre os seus projetos atuais está a possibilidade de dirigir uma equipe italiana e, em longo prazo, colaborar para o desenvolvimento do futebol de Marbella. "É um lugar interessante, com bastante espaço para crescer", afirmou. "Temos garotos de várias nacionalidades e com muito potencial. É possível fazer coisas interessantes ali." Será que ele encontrará alguém para herdar o seu apelido? Só o tempo dirá.
Entre os seus projetos atuais está a possibilidade de dirigir uma equipe italiana e, em longo prazo, colaborar para o desenvolvimento do futebol de Marbella. "É um lugar interessante, com bastante espaço para crescer", afirmou. "Temos garotos de várias nacionalidades e com muito potencial. É possível fazer coisas interessantes ali." Será que ele encontrará alguém para herdar o seu apelido? Só o tempo dirá.
Ah! Lembro-me bem de ter sofrido MUITO com o gol desse cabeludo, na Copa de 90! Jogada do Maradonna, ele ficou livre, fez o gol e nos tirou da Copa.
ResponderExcluirBacana seu blog!
Boa sorte!
esse filha da puta jogava bem até! Mas ele era da turma do Maradona e acabou se ferrando com isso!
ResponderExcluirdiz ai que é outro cara que eu ia morrer sem saber quem é
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